Artigo mostra a desordem politica que vive a cidade de Cajamar



A DECADÊNCIA POLÍTICA DE CAJAMAR


Por Manoel Carlos Azevedo

Os políticos de Cajamar viraram motivo de chacota por todo o ano de 2015, na ocasião foi cassado o então prefeito Daniel Fonseca (PSDB) e em seguida a cidade teve um troca-troca de prefeitos interinos; chegando a oito. Por meio de uma manobra do legislativo até um suplente de vereador ocupou o cargo de prefeito. No final de 2015, assumiu definitivamente a atual prefeita Ana Paula Ribas (na época filiada ao PT), mulher do ex-prefeito Toninho Ribas que também teve o mandato cassado em 2002. Em 2016, Paula Ribas (PSB), mesmo respondendo a dezenas de processos, alguns por improbidade administrativa, obteve uma liminar na justiça e conseguiu ser candidata; foi reeleita, logo após a posse foi cassada por dois juízes diferentes, o Doutor Filipe Antônio Marchi Levada e o Doutor Jefferson Barbin Torelli; que além da cassação do mandato da prefeita Paula Ribas (PSB) e de sua vice Dalete de Oliveira (PCdoB), também condenou as duas por oito anos de inelegibilidade a partir de 2016, ou seja, estão banidas da política até 2024, e multa de cinco mil Ufirs cada uma, alem das custas processuais. É sabido por todos que a atual prefeita não possui experiência administrativa e a prefeitura era administratada criminosamente por seu marido Toninho Ribas que mesmo sem mandato mandava e desmandava na prefeitura, seus métodos arcaicos levaram a atual prefeita a acumular 35 processos nas costas, em menos de seis meses de "administração". Vale lembrar que o ex-prefeito Toninho Ribas mandava na prefeitura, pois no ultimo dia 27 de abril foi preso preventivamente pelo GAECO, divisão da policia civil especializada em investigações de corrupção na administração pública, se não bastasse também foi preso seu filho, Caio Ribas. A situação da cidade que já era um caos, ficou insustentável, fontes ligadas à prefeita anunciam até a possibilidade de renúncia da mesma, para assim tentar escapar de uma possível prisão. Neste caso seria empossada a vice-prefeita que apesar de ter sido vereadora possui menos ainda conhecimentos administrativos. Outro imbróglio que envolve a prefeita é o descumprimento de um TAC (termo de ajustamento de conduta) que obriga a prefeita a demitir centenas de funcionários em cargos de confiança. Funcionários da saúde estão há dois meses sem receber. Os problemas não param por aí, na esfera institucional, caso as cassações sejam confirmadas no TRE; outro abacaxi terá que ser descascado. No pleito de 2016 Cajamar teve três candidatos ao executivo, Paula Ribas (PSB), Danilo Joan (PSD) e Tunico Azevedo (PSDC); a legislação em vigor oriunda da mini-reforma eleitoral que proibiu o financiamento de campanha por empresas privadas manda que neste caso deva ser convocada nova eleição, porém o candidato Danilo Joan, segundo mais votado, teve as contas de campanha reprovadas pelo TSE, segundo contadores experientes, com vícios insanáveis. Portanto se houver um novo pleito entre Danilo e Tunico Azevedo, seria mera formalidade, um desperdício de dinheiro público; já que mesmo que Danilo fosse eleito não poderia tomar posse. Caso fosse a candidatura aberta para qualquer um (uma aberração, pois se o cidadão não foi candidato no pleito original, porque seria agora ? oportunismo ?) ainda assim Cajamar estaria na berlinda, o quadro político da cidade está enlameado, fontes garantem que pelo menos dez dos quinze vereadores eleitos ou reeleitos em 2016, respondem processos por compra de votos e até por terem sido financiados pelo crime organizado, correndo o risco de serem cassados junto com a prefeita. Muitos suplentes estão sob suspeição; não podendo substituir eventuais vereadores cassados.Não parece haver fora do quadro político da cidade pessoa com interesse numa candidatura e que esteja filiado regularmente em partido político, nomes como o do ex-prefeito Messias Candido da Silva (PSDB) está fora do páreo, já que está inelegível com condenação até 2018. Restam então duas alternativas: ou se faz uma eleição complementar ou diploma e dá posse ao terceiro colocado, o jornalista e empresário Tunico Azevedo.

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