14/03/2026 às 22h49 - atualizada em 14/03/2026 às 23h07
Redação
COTIA / SP
A Polícia Civil prendeu, na manhã de quarta-feira (11), o taxista Catarino Edson Menezes do Carmo, suspeito de cometer o assassinato de Ariana Ferreira dos Santos, de 37 anos, em Cotia, na Grande São Paulo. O crime ocorreu no dia 13 de fevereiro de 2026, em uma adega localizada na região do Rio Cotia, e causou grande comoção entre moradores da cidade.
De acordo com as investigações, Ariana comemorava seu aniversário em um bar quando o suspeito se aproximou, passou a ofendê-la e, em seguida, a atacou com golpes de faca. Durante a agressão, Valmir Ferreira Lima, de 55 anos, amigo da vítima, tentou defendê-la e acabou sendo atingido com uma facada no tórax. Detalhe a vítima não conhecia o agressor muito menos tinha alguma relação com ele.
Ariana foi socorrida por equipes do Samu e levada ao Hospital de Cotia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade. Já Valmir buscou atendimento inicialmente no pronto-socorro do Parque São Jorge e, posteriormente, foi transferido para outra unidade hospitalar da região, onde permanece em estado grave.
Após o crime, o suspeito fugiu do local. Testemunhas apontaram que ele seria conhecido de Valmir, o que ajudou na identificação do agressor. A ocorrência foi registrada inicialmente como homicídio e tentativa de homicídio.
A Prisão
A prisão de Catarino foi realizada por policiais civis do 2º Distrito Policial da Granja Viana, que cumpriram um mandado de prisão temporária expedido pela Vara de Plantão da 52ª Circunscrição Judiciária de Itapecerica da Serra. Segundo o delegado responsável pelo caso, Dr. Evair, o suspeito se apresentou na delegacia por volta das 10h, acompanhado de um advogado.
Desde a expedição da ordem judicial, investigadores do setor de inteligência da unidade vinham monitorando o paradeiro do acusado para cumprir a determinação da Justiça.
A prisão provocou revolta entre moradores e familiares da vítima. Enquanto aguardavam a saída da viatura da delegacia, algumas mulheres protestaram em frente ao local e gritaram palavras de ordem contra o suspeito, demonstrando indignação diante da violência que chocou a cidade.
Nas redes sociais, amigos e conhecidos de Ariana afirmam que ela foi vítima de feminicídio. A Polícia Civil segue realizando diligências para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Pena caso condenado
De acordo com a legislação brasileira, após a aprovação da Lei 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio, a pena para esse tipo de crime passou a variar de 20 a 40 anos de reclusão. O feminicídio é considerado crime hediondo, não permitindo indulto ou anistia e exigindo maior tempo para progressão de regime, além de outras restrições previstas na lei.
As investigações continuam para conclusão do inquérito policial.
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