15/08/2026 às 19h32 - atualizada em 15/08/2026 às 19h39
Redação
COTIA / SP
O sábado, 15 de agosto, foi marcado por um clima de tensão e resistência no bairro Jardim Nossa Senhora das Graças, em Cotia. Centenas de moradores foram às ruas para protestar contra pedidos de reintegração de posse que colocam em risco a moradia de cerca de 500 famílias da região. Até o momento, quatro famílias já foram retiradas de suas casas, gerando indignação na comunidade.
A manifestação, que teve como ponto de encontro a Rua Torquato Neto, em frente ao "Luizão", deu voz a pessoas que afirmam residir no local há mais de 40 ou 50 anos. Segundo os relatos, muitos moradores compraram seus terrenos no passado e estão em pleno processo de regularização fundiária. No entanto, a aparição de herdeiros de um espólio, reivindicando as terras na justiça, interrompeu o sonho da casa própria consolidada.
O vereador Alexandre Frota esteve presente no ato para apoiar os moradores. Na ocasião, Frota destacou a gravidade da situação: "As pessoas moram aqui há décadas, criaram seus filhos, e agora aparecem herdeiros pedindo reintegrações imediatas. Em alguns casos, assim que o morador é retirado, uma placa de aluguel já é colocada no imóvel que a própria pessoa construiu", afirmou.
Articulação Política
Diante do impasse, o vereador informou que entrou em contato direto com o Secretário de Habitação de Cotia, Airton Amaral. Como resultado da mobilização, uma reunião foi agendada para a próxima segunda-feira, onde representantes dos moradores e a prefeitura devem discutir alternativas para paralisar os despejos e acelerar a regularização da área.
Os manifestantes levavam cartazes com dizeres como "Regularização Já!", "Nossa luta é por dignidade" e "Não é só sobre imóveis, é sobre vidas". O movimento "Voz ao Povo" reforça que a comunidade está unida e que a história de décadas de ocupação não pode ser apagada por decisões judiciais que não consideram o contexto social do bairro.
A expectativa agora se volta para o encontro de segunda-feira, na esperança de que a justiça e o poder público garantam o direito constitucional à moradia para as centenas de famílias que ainda vivem sob o medo do despejo.
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