Denúncia no Ministério Público exige soluções que Vereadores de Santana de Parnaíba ignoram.
No dia 30 de junho de 2023, o Ministério Público recebeu uma denúncia relatando a falta de funcionamento dos elevadores das passarelas situadas na Avenida Yojiro Takaoka, em Alphaville, e no bairro Fazendinha, em Santana de Parnaíba.
O município, que conta com apenas duas passarelas, não tem conseguido garantir o funcionamento dos elevadores, prejudicando a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida e gerando preocupações sobre o cumprimento das normas de urbanismo e bem-estar social.
O levantamento da Urban Systems apontou Santana de Parnaíba como a 4ª cidade com melhor Mobilidade Urbana e Acessibilidade do Estado de São Paulo, superando grandes municípios. No entanto, o contraste entre a realidade e o ranking é quase cômico: enquanto a cidade é celebrada por seu avanço em mobilidade, seus elevadores essenciais para a acessibilidade estão parados. O problema nas passarelas desafia a credibilidade desse título, mostrando como a falta de manutenção contradiz o reconhecimento público.
A denúncia foi protocolada pela advogada Dra. Raquel Töian, que apontou que os elevadores estão inoperantes há meses.
A Prefeitura de Santana de Parnaíba justificou que os problemas foram causados por infiltrações e condições climáticas, mas até o momento não apresentou uma solução definitiva. Além disso, as manutenções pontuais, que deveriam durar menos de 24 horas, têm se estendido, agravando a situação.
Enquanto isso, os 17 vereadores da cidade, que atualmente ganham R$ 12.661,13 de "salário", incluindo aqueles que se dizem oposição, não tomam nenhuma providência. A inércia do Legislativo local reforça as críticas sobre a negligência em relação à acessibilidade urbana. Enquanto os representantes eleitos não agem, é o cidadão quem toma as medidas necessárias, realizando a denúncia no Ministério Público.
O Ministério Público instaurou um inquérito civil para investigar o caso e exigir que a Prefeitura tome medidas concretas para garantir o funcionamento dos elevadores. A comunidade local, especialmente os moradores com necessidades especiais, aguarda uma solução definitiva que assegure seu direito à mobilidade e à acessibilidade plena.
FONTE: R. Medina
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