22/07/2025 às 17h30
Reinaldo Souza
Cotia / SP
A Lei Federal 14.599/2023, sancionada no primeiro semestre de 2023, trouxe um avanço significativo para a gestão do trânsito no Brasil, permitindo que municípios assumam novas atribuições e fortaleçam suas políticas de segurança viária. Os órgãos de trânsito das cidades que já aderiram à norma estão colhendo resultados expressivos, com maior eficiência na fiscalização, redução de acidentes e economia para os cofres públicos.
Mais segurança nas vias urbanas
Com a ampliação de competências, os municípios passaram a ter maior autonomia para gerenciar sinalização, fiscalização e educação no trânsito. Cidades que já implementaram as mudanças relatam uma queda no número de sinistros, graças a medidas como:
Fiscalização intensiva de motoristas alcoolizados, com operações noturnas e uso de etilômetros;
Melhoria na sinalização de vias críticas, reduzindo conflitos entre veículos e pedestres;
Campanhas educativas focadas em motociclistas e jovens condutores, públicos mais vulneráveis a acidentes.
Na última blitz protagonizada pelo município através do departamento de trânsito DEMUTRAN e GCM, como apoio do Detran/SP, foram realizados 931 testes passivos do etilômetro, onde um teste ativo acusou positivo com 0,18 de álcool por litro de sangue acarretou uma infração de dirigir embriagado e a suspensão da CNH do condutor.
Redução de custos hospitalares e socorros de emergência
Um dos impactos mais relevantes da nova legislação é a diminuição dos gastos públicos com atendimentos hospitalares decorrentes de acidentes. Dados preliminares de cidades pioneiras mostram que, com ações preventivas, houve uma queda de até 20% nos registros de traumas graves por colisões e atropelamentos. Isso significa menos sobrecarga no SUS e menos custos com internações de longa duração.
Municípios ganham agilidade e receita
Além da segurança, a lei permitiu que os órgãos locais de trânsito aplicassem multas e arrecadassem recursos diretamente, antes destinados apenas aos estados.
Desafios e próximos passos
Apesar dos avanços, especialistas alertam que a adesão ainda é desigual entre os municípios. Prefeituras menores precisam de capacitação técnica e parcerias com a SENATRAN e os Detrans estaduais para implementar as mudanças com eficiência.
Uma coisa é certa: as cidades que abraçaram as novas responsabilidades já estão escrevendo uma nova história no trânsito brasileiro – mais seguro, econômico e humano. Quem ainda não aderiu, está perdendo tempo e vidas.
(Fonte: Dados preliminares de secretarias municipais de trânsito e saúde, 2024)
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Segurança viária - Reinaldo Souza
Blog/coluna O colunista Reinaldo Souza é Agente Municipal de trânsito na cidade de Cotia, Formado em gestão pública, Membro da comissão PCD da OAB Cotia, Representante Estadual da categoria dos Agentes de Trânsito pela AGTBRASIL, palestrante, estudioso da matéria trânsito.Há 13 horas
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