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Música e Shows

25/08/2025 às 23h23 - atualizada em 26/08/2025 às 00h26

Redação

COTIA / SP

Felth lança” Felth Black Samba”, álbum que marca uma guinada definitiva em sua trajetória artística.
O cantor e compositor carioca Felth lança” Felth Black Samba”, álbum que marca uma guinada definitiva em sua trajetória artística.
 Felth lança” Felth Black Samba”, álbum que marca uma guinada definitiva em sua trajetória artística.

O cantor e compositor carioca Felth lança” Felth Black Samba”, álbum que marca uma guinada definitiva em sua trajetória artística. Após se destacar no cenário do Trap, R&B e Afrobeats, Felth agora mergulha de cabeça na fusão entre o samba-rock, a soul music e o pagode, com inspiração em nomes como Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Seu Jorge, Ludmilla, Sandra de Sá e a estética clássica da Motown Records.


A jornada começa com “Pôr do Sol”, um samba-rock solar e sedutor que traduz a paixão inicial com sensualidade e lirismo. A letra compara o corpo da amada ao pôr do sol e embala esse encanto com uma base dançante, cavaco marcante e metais vibrantes. A faixa foi inicialmente escrita para o rapper Hungria, mas acabou se tornando uma das favoritas do próprio Felth.


Na sequência, vem “Best Part”, releitura de uma canção internacional, cantada em inglês com direção vocal cuidadosa. A versão brasileira mantém a suavidade original, mas incorpora elementos do samba-rock. É o momento em que o malandro se mostra completamente entregue: apaixonado, vulnerável e disposto até a aprender outro idioma por amor.


O primeiro single, “Paz e Amor” é um grito de esperança em meio ao caos da cidade. Inspirado em um episódio de violência na Zona Norte do Rio, onde Felth nasceu, a canção mistura crítica social, desejo de ascensão e romance, com referências a Djavan, Seu Jorge e à realidade das periferias brasileiras.


Em “Baby Não Se Iluda”, a leveza dá lugar ao cinismo. Numa soul music de arranjo minimalista, o eu-lírico revela seu lado cafajeste, despindo as ilusões do amor romântico. Escrita durante férias no Ceará, a música surgiu de reflexões filosóficas e virou uma crônica moderna dos jogos amorosos.


O ponto de virada emocional do álbum surge com “O Bem”, versão do samba escrito por Arlindo Cruz e Délcio Luiz. A interpretação de Felth traz novo fôlego à canção, que representa o momento de consciência do personagem. Aqui, ele reconhece seus erros e clama por amor e bondade em um mundo carente de afeto.


Em seguida, “Mais Uma Vez” mergulha no arrependimento. Com forte influência do soul da Motown, a música mostra um homem quebrado pelas próprias escolhas. Escrita em 2023 e guardada por anos, ela encontra seu espaço perfeito neste novo momento artístico de Felth.


No sétimo ato, “Oh Menina”, o eu-lírico pede perdão e tenta reconquistar sua amada. Embalada por um pagode melódico e animado, a faixa carrega o peso do arrependimento com esperança e melodia. Foi o primeiro samba produzido por Felth e sua equipe, antecipando a transição que viria a se consolidar neste disco.


O álbum se encerra com “Quando Você Ver”, onde a voz muda: agora é a mulher quem responde, decidida a não voltar atrás. O pagode com toque pop inverte o jogo e encerra a narrativa com autonomia, colocando fim ao ciclo de erros e reconciliações.


Felth Black Samba é um disco de virada. Um trabalho maduro, bem produzido e coerente, que mostra a evolução artística de um cantor que aprendeu a unir a rua, o coração e a pista de dança em uma só linguagem.


Para ouvir: https://felth.com.br/

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