Com Kassab, Derrite, Valadão e várias outras figuras presentes, Elvis Cezar não subirá no palco.
O clima político em Cajamar ganhou um novo capítulo com o anúncio do evento “Encontro de Líderes com Propósito”, organizado pelo ex-prefeito e atual articulador regional Danilo Joan.
O encontro, marcado para acontecer no CCI Cajamar, reunirá nomes de peso do PSD e da política paulista: o presidente nacional Gilberto Kassab, o presidente estadual Maurício Neves, os deputados federais Saulo Pedroso, Ribamar Silva, Guilherme Derrite, Carlos Sampaio, além de lideranças municipais como Marcos Neves, Guti e o prefeito de Cajamar, Kauê Berto. Até o pastor André Valadão, líder da Lagoinha Global, confirmou presença.
Todos reunidos para falar de propósito. Todos… menos Elvis Cezar.
A ausência tem origem em episódios antigos — e familiares. O desgaste começou com seu pai, Cezar, então deputado estadual. Em áudios que circularam à época, Cezar declarou que “não precisava do apoio de Danilo Joan”, sugerindo superioridade política e gerando mal-estar imediato.
A frase ecoou mal entre lideranças e eleitores de Cajamar, criando um rastro negativo que agora chega ao filho.
Em 2018, apoiado por Bruna Furlan, Cezar teve 84.657 votos para deputado estadual. Mas em 2022, sem o mesmo apoio, caiu para 63.906 votos, tornando-se apenas suplente. Em Cajamar a queda foi ainda mais evidente: de 7.426 votos para 3.289.
Se um dia o pai afirmou que não precisava de Danilo, agora Danilo responde de forma elegante e direta: simplesmente não convidando o filho para o encontro regional. Discreto, cirúrgico — e politicamente doloroso.
Mesmo sem espaço no evento, Elvis Cezar segue investindo na imagem de “líder visionário”. Recentemente lançou o livro “A Cabeça do Líder”, no qual afirma compreender profundamente os mecanismos da liderança moderna.
Curiosamente, trata-se de um encontro sobre liderança, com dezenas de líderes presentes, e nem com um livro recém-lançado sobre o tema Elvis Cezar entrou na lista. Se o assunto é liderança, ele até poderia parecer um nome natural — mas para os organizadores, teoria é uma coisa, prática política é outra.
No fim, mesmo com livro novo, imersões e marca registrada, ninguém considerou essencial ouvir Elvis Cezar em um evento justamente sobre liderança e propósito.
Alguns chamam isso de isolamento político. Outros veem apenas a consequência de anos de arrogância e pontes queimadas.
Em Cajamar, há quem resuma de forma mais simples: quem planta ego, colhe portão fechado.
E assim, enquanto os líderes regionais discutem liderança, Elvis Cezar continua do lado de fora — com o livro na mão e um círculo político que, ao contrário do “Governo 360°”, só faz diminuir.
FONTE: Raquel Toian
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