13/08/2026 às 20h46 - atualizada em 13/08/2026 às 22h00
Redação
COTIA / SP
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) de São Paulo protocolou uma ação de impugnação de registro de candidatura contra Claudinei Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos (Republicanos), que pleiteia o cargo de Deputado Federal nas eleições de 2026. O pedido, assinado pelo Procurador Regional Eleitoral Paulo Taubemblatt, fundamenta-se no extenso histórico criminal do candidato.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a manutenção da candidatura representa um risco à "soberania popular e à integridade das instituições democráticas". A peça jurídica destaca que o combate à infiltração de organizações criminosas no processo político é uma prioridade institucional, baseando-se em jurisprudência recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
*Histórico de condenações e processos*
A fundamentação do MP baseia-se em diversos pontos que colocam em xeque a idoneidade do candidato:
- Abuso de Poder Econômico: Ney Santos já foi condenado pelo TSE por financiamento ilegal de campanha nas eleições de 2016, o que resultou em uma inelegibilidade de oito anos.
- Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro: O político figura como réu em ações que investigam crimes de comando de organização criminosa e lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, envolvendo movimentações patrimoniais irregulares e o uso de postos de gasolina.
- Porte de Arma e Crimes Econômicos: Recentemente, o candidato foi condenado em primeira instância por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Além disso, responde por crimes contra a ordem econômica.
*Irregularidades documentais*
Além dos impedimentos criminais, a Procuradoria apontou falhas técnicas no pedido de registro. Ney Santos teria apresentado documentação incompleta, com a ausência de certidões atualizadas de objeto e pé, o que, por si só, já impediria o processamento da candidatura conforme a legislação eleitoral vigente.
O Ministério Público Eleitoral requer agora o indeferimento definitivo do registro e a produção de provas adicionais, incluindo o compartilhamento de documentos de processos criminais em que o político é réu.
O caso está sob análise do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
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