08/12/2021 às 12h01 - atualizada em 08/12/2021 às 12h07
Redação
COTIA / SP
A máxima “uma imagem vale mais que mil palavras” fez todo o sentido nesta sexta-feira (dia 3 de dezembro), quando se celebra o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Isto porque a Secretaria dos Direitos da Pessoas com Deficiência de Barueri (SDPD) fez uma bela exposição de fotos sobre as atividades realizadas desde antes da pandemia. O objetivo é conscientizar sobre a importância da inclusão.
Expostas em um painel, que está localizado no saguão da Secretaria, produzido pelos usuários do Centro-Dia – programa voltado à pessoa com deficiência adulta –, com auxílio das equipes manhã e tarde, as imagens que pertencem ao acervo da SDPD são registros das atividades aplicadas pelo programa que tem o objetivo de promover atividades que estimulam a autonomia, além da promoção de lazer, cultura e atividades físicas.
“Na confecção do painel houve a participação dos usuários do Centro-Dia, que aproveitaram também esse momento para se reconhecerem nas imagens e recordarem os colegas e as atividades vivenciadas antes e durante a pandemia. Esperamos que esta exposição também leve a população a conhecer o Centro-Dia”, conta a psicopedagoga Raquel Moraes.
Inclusão em Braile
Na parte central, além das fotos fixadas, tachinhas de metal foram utilizadas para escrever em braile a frase “3 de Dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência”.
“Essa ideia surgiu para que as pessoas com deficiência visual pudessem interagir com o painel e para se sentirem representadas”, explica a psicóloga Angelita Alves Pavão.Para Joelina Santos da Cruz, mãe de Eduardo Cruz, que tem síndrome de Down, as oficinas do Centro-Dia foram importantes para mostrar que seu filho é capaz. “Ele tem prazer de frequentar as atividades. A criação desse painel mostrou para o Eduardo a capacidade artística dele e de se sentir incluso na sociedade”, conta, orgulhosa, a dona de casa.
Comemoração on-line
Além das atividades presenciais, os usuários do Centro-Dia puderam, em casa, de forma on-line, ter uma aula de zumba conduzida pelo instrutor de dança Inri Araújo, que também é usuário e tem síndrome de Down. “Tal atividade de dança beneficia diversas habilidades, como coordenação motora, equilíbrio, atenção, expressão corporal e também ajuda externalizar sentimentos e animar. Além de comemorar as capacidades da pessoa com deficiência em um ambiente de descontração”, explica Raquel.
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