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07/06/2024 às 22h50 - atualizada em 07/06/2024 às 23h06

Redação

COTIA / SP

Movimento “Nova Raposo, Não” vai realizar grande manifestação nesse próximo domingo
População se une contra a instalação de pedágios na Raposo Tavares proposta pelo governador Tarcisio de Freitas
Movimento “Nova Raposo, Não”  vai realizar grande manifestação nesse próximo domingo

Criado há menos de dois meses, movimento Nova Raposo, não! já conta com adesão de 105 entidades (associações de moradores, coletivos ambientalistas e diversas organizações) do trecho que pode ser impactado com o projeto Nova Raposo, do governo do Estado. A principal reivindicação é a suspensão do projeto, uma vez que foram realizadas apenas duas audiências públicas, uma no DER, com menos de dez pessoas, e outra no município de Vargem Grande, no período de um mês.


O documento disponível sobre a obra, no site da Artesp, prevê ampliação de pistas e inclusão de marginais, consequentemente, podem desapropriar mais de 1500 imóveis, com a derrubada de milhares de árvores e supressão de áreas verdes. Conta ainda com seis pedágios, só no trecho Cotia-Butantã.


Esta semana, o secretário de Parceria e Investimentos, Rafael Benini, responsável pelo projeto de concessão, recebeu duas comitivas do movimento e disse que não poderia atender à reivindicação do movimento, de suspensão do projeto, por questões de prazos previstos para uma nova licitação de concessionária.


Até o momento, o movimento já coletou 16 mil assinaturas, conquistou 3 mil seguidores no Instagram @novaraposonao, realizou quatro plenárias, duas delas presenciais com mais de 100 lideranças. Foram realizadas duas audiências públicas, uma na ALESP, convocada pela deputada Mônica Seixas (PSOL) e outra pela Câmara Municipal de Cotia a pedido do vereador Dr.Castor de Andrade. Apesar dos convites feitos os representantes do governo do estado, via Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) e Secretaria de Parcerias Investimentos, responsável pelo projeto de concessão, ninguém compareceu.


Segundo as lideranças do movimento, o Projeto “Nova Raposo” contraria princípios do governo federal para o desenvolvimento das cidades, além de compromissos da agenda sustentável da ONU e, também, diversos pontos do Plano Diretor que está vigente na cidade de São Paulo.


Segundo o Parágrafo único do art. 2º da Lei 18.081/2024, de revisão do Plano Diretor, a Política de Desenvolvimento Urbano passa a ser orientada pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS da Agenda 2030. O Projeto ‘Nova Raposo’ fere ao menos quatro ODS (n.º 3, 11, 13 e 15) quando desmata e desaloja pessoas, aumenta emissões de gases do efeito estufa, impermeabiliza e aumenta as ilhas de calor e enchentes. Já no plano federal, o projeto contraria a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) do Governo.


Urbanistas que integram o Grupo Técnico do movimento, que também inclui advogados, geógrafos e biólogos, alertam que o projeto vai na contramão da “mobilidade sustentável” e que são múltiplas as ilegalidades verificadas. O projeto induz o aumento da frota de veículos automotores de uso individual, sem nenhuma proposta de transporte público de massa.

FONTE: Colaboração Reporter Regional

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