05/11/2025 às 09h36
Renata Job
Cotia / SP
No dia a dia, com tantas tarefas e responsabilidades, é fácil esquecer uma das experiências mais importantes que temos, a nossa capacidade de amar e de sermos amados. Como algo que aprendemos na infância e que, às vezes, esquecemos, o amor acaba ficando meio distante, ofuscado pelas decepções, pelos medos e pelas dificuldades que a vida por vezes nos apresenta.
Às vezes, nos protegemos emocionalmente, construindo uma espécie de armadura, que vai ficando mais forte a cada desilusão, a cada "não" que ouvimos ou porta que se fecha quando esperávamos que ela se abrisse. Nesse processo de proteção, acabamos deixando de lado algo fundamental, nossa essência amorosa não desaparece, ela apenas fica adormecida, esperando o momento certo para despertar novamente.
O amor tem uma maneira especial de nos surpreender nos momentos mais inesperados. Ele não segue nossos planos ou nossas estratégias de autoproteção. Ele chega como a primeira chuva após um período de seca, lembrando à terra que ela ainda tem potencial para florescer. Da mesma forma, quando o amor volta a tocar nossas vidas, redescobrimos quem realmente somos por baixo de todas as camadas de proteção que criamos ao longo do tempo.
Amar é um ato de coragem, que exige vulnerabilidade. É permitir que outra pessoa veja nossas imperfeições e, mesmo assim, escolha ficar ao nosso lado. É perceber que nossa força não está na independência total, mas na interdependência saudável, onde crescemos juntos sem perder nossa essência. É entender que ser amado não é uma recompensa por sermos perfeitos, mas um presente que recebemos exatamente por sermos do jeito que somos.
Quando o amor nos encontra, ele nos ensina que o coração tem uma capacidade infinita de se expandir. Que podemos sentir alegria com a felicidade do outro, encontrar paz na presença de quem amamos e redescobrir o mundo através do olhar de alguém que nos vê com carinho.
Talvez o mais bonito do amor seja a sua capacidade nos conectar não só com outra pessoa, mas também com nossa própria humanidade. Quando amamos e somos amados, lembramos da nossa compaixão, da nossa necessidade de conexão e de como somos seres sociais por natureza. O amor nos faz perceber que não fomos feitos para caminhar sozinhos, e que há uma beleza especial na parceria, no companheirismo e na construção de algo maior do que nós mesmos.
Para quem ainda espera por esse reencontro, carregando no coração a esperança misturada com medo, é importante lembrar que o amor sempre volta. Pode levar um tempo, pode chegar de uma forma diferente do que imaginamos, mas ele tem o poder de nos encontrar, mesmo quando não estamos procurando, mesmo quando achamos que não merecemos ou quando já perdemos a nossa fé.
O amor verdadeiro não pede que sejamos diferentes do que somos, mas nos incentiva a sermos a melhor versão de nós mesmos. Ele não nos completa como se fôssemos incompletos, mas nos complementa, formando uma harmonia onde cada um mantém sua essência enquanto contribui para o todo.
Que o amor nos encontre, sim, mas que nos encontre preparados para reconhecê-lo. Que ele nos lembre não só de como é bom amar e ser amado, mas também de que essa capacidade nunca nos deixou por completo. Ela apenas ficou esperando, com paciência, o momento certo para se manifestar novamente e nos mostrar que, independentemente do que já vivemos ou deixamos de viver, sempre é tempo de recomeçar a amar.
Renata Job
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