23/02/2026 às 13h22 - atualizada em 23/02/2026 às 13h33
Redação
COTIA / SP
O escândalo envolvendo o chamado “Caso Master” expõe, de forma contundente, os riscos da má gestão e da irresponsabilidade administrativa que podem comprometer não apenas as finanças públicas, mas o futuro de milhares de servidores.
Em Cajamar, a situação é especialmente grave. O Instituto de Previdência do município aplicou cerca de R$ 87 milhões em títulos de alto risco do Banco Master — recursos que pertencem aos trabalhadores e aposentados do serviço público. Como consequência direta dessa decisão, a cidade perdeu o Certificado de Regularidade Previdenciária, ficando impedida de receber transferências voluntárias da União, firmar convênios e obter financiamentos federais.
Na prática, isso significa prejuízos concretos para a população: menos investimentos, menos obras, menos políticas públicas e maior pressão sobre as contas municipais.
A pergunta que precisa ser feita é inevitável: como um volume tão expressivo de recursos previdenciários foi exposto a aplicações consideradas arriscadas, sem a devida transparência e sem amplo debate público?
O caso levanta fortes indícios de falhas graves na governança e no controle interno, além de evidenciar uma postura administrativa que colocou em risco a segurança financeira dos servidores e a capacidade de investimento do município.
Mais do que um erro técnico, trata-se de um problema político e administrativo. Gestores públicos têm o dever legal e moral de proteger o patrimônio previdenciário, adotando critérios rigorosos de segurança e responsabilidade.
Quando isso não ocorre, a consequência não é apenas financeira — é institucional. Perde-se confiança, compromete-se o futuro e transfere-se para a população o custo de decisões temerárias.
Diante da gravidade dos fatos, é fundamental que haja apuração rigorosa, transparência total e responsabilização dos envolvidos. A população de Cajamar tem o direito de saber quem autorizou essas aplicações, quais foram os critérios utilizados e quais medidas estão sendo adotadas para reparar os prejuízos.
Gestão pública não pode ser sinônimo de risco. Deve ser sinônimo de responsabilidade.
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