24/07/2023 às 19h11 - atualizada em 24/07/2023 às 19h25
Redação
COTIA / SP
O "Estadão", divulgou uma matéria no último dia 22 de julho, expondo que Carapicuíba foi a cidade brasileira que mais recebeu emendas Pix nos últimos 3 anos e se transformou em um reduto de recursos indicados por parlamentares sem transparência.
Com o dinheiro em caixa a cidade pagou mais caro por asfalto, reforma de praça e até carrossel de brinquedos, deixando escolas com obras paralisadas ou atrasadas. CARAPICUÍBA RECEBEU MAIS VERBA QUE TODO O ESTADO DE MINAS GERAIS, sendo beneficiada com R$ 133 MILHÕES em indicações, direcionadas por deputados estaduais e federais - desse total 66 MILHÕES já foram transferidos para os cofres da cidade sem planejamento e transparência, diferente de outros repasses.
A matéria também informa que “a prefeitura passou a cancelar licitações e lançar novas contratações com preços mais altos do que os orçados inicialmente” - isto aconteceu em pelo menos 8 contratações. Um exemplo é um "gira-gira/carrossel" que passou de R$ 7.836,67 para 14.100,50 e a quantidade a ser comprada aumentou de 30 para 60 unidades.
Questionada pelo Estadão, a prefeitura afirmou que recebeu R$ 62,4 milhões de transferências especiais até o momento – valor referente apenas às emendas federais –, dos quais R$ 51,7 milhões foram comprometidos e R$ 19,6 milhões pagos efetivamente.
A gestão municipal listou uma série de compras que foram abastecidas com o dinheiro, incluindo obras inacabadas e contratações que ficaram mais caras. “É importante ressaltar que algumas licitações são relançadas quando não há empresas vencedoras ou quando alguma empresa paralisa a obra. A Prefeitura esclarece que a variação de preço acontece ao longo do tempo, de acordo com o objeto das atas ou ampliação do escopo do projeto”, justificou a prefeitura.
A administração alegou que não fez a prestação de contas porque ainda não usou a totalidade dos recursos e “não há opção de realizar a prestação de contas parcial”, o que não é verdade. A plataforma Transferegov permite ao município apresentar informações e anexar documentos comprovando a destinação do dinheiro mesmo que parcialmente, de acordo com o MGISP, responsável pelo sistema.
FONTE: Estadão
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